sexta-feira, 25 de março de 2011

Palmeiras busca parceria no Oriente Médio para naming rights da Arena


maquete da Arena Palestra do Palmeiras (Foto: Divulgação)

A venda dos naming rights (direito de nomear um empreendimento) da Arena Palestra pode trazer bons dividendos ao Palmeiras. Na próxima semana, o clube deve enviar um representante ao Oriente Médio para discutir o acerto com uma empresa do Catar, que 'batizaria' a Arena com seu nome nos sete anos iniciais do projeto. A parceria, válida por esse período, renderia mais do que os R$ 70 milhões pretendidos no início da procura. A empresa do Oriente Médio demonstrou interesse na semana passada e chamou a atenção de conselheiros do clube, que gostaram da proposta oferecida.

O nome não é revelado pelo clube, mas a Emirates é tida como a favorita. Vale lembrar que ela já tem os direitos de nome sobre o estádio do Arsenal-ING. Em 2004, a empresa conseguiu os naming rights do local por 15 anos, por um valor aproximado de 100 milhões de libras (aproximadamente R$ 270 milhões).
Antes da Emirates, a Unimed era a favorita a levar os direitos de denominação da Arena. No entanto, a falta de garantias financeiras a afastou da WTorre, construtora responsável, e do Banco do Brasil, financiador da obra. A Unimed já tem parceria com o Palmeiras no pagamento de parte do salário do técnico Luiz Felipe Scolari.
Uma reunião do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) na próxima terça-feira servirá, entre outros assuntos, para discutir a questão dos naming rights. O presidente Arnaldo Tirone está otimista com um acerto e também deve se reunir com a WTorre para acertar os detalhes finais. Depois disso, o próprio Tirone viajaria para o Catar para sacramentar o acordo.
A aproximação entre a WTorre e a nova diretoria palmeirense, empossada em janeiro, anima o torcedor, que fica na expectativa pela conclusão das obras, previstas para o fim de 2012 ou início de 2013. A reunião do COF também vai servir para analisar os pareceres de advogados sobre o contrato existente entre o Palmeiras e a construtora. As principais reclamações são em relação ao seguro, que não cobre o valor total da Arena, e ao memorial descritivo da obra, que, segundo alguns conselheiros, não foi apresentado até agora.

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